Uma denúncia de violência sexual contra uma criança de 10 anos mobilizou a Brigada Militar e o Conselho Tutelar na tarde de quarta-feira (3), em Santiago. O suspeito, padrasto da vítima, foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) após a menina relatar um histórico de abusos e apresentar lesões físicas.
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O caso foi descoberto após a criança procurar uma tia e relatar os crimes. Segundo o depoimento da familiar, a menina afirmou que o último abuso teria ocorrido na noite anterior, enquanto ela dormia.
A vítima foi imediatamente levada ao hospital, onde passou por exames iniciais. Um laudo médico preliminar confirmou a presença de sinais compatíveis com violência sexual e agressão física.
Com base no relato e nos indícios médicos, a Brigada Militar realizou buscas e localizou o suspeito em sua residência. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado para exame de corpo de delito. A mãe da criança e a tia também compareceram à delegacia para prestar depoimento.
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Na DPPA, o delegado de plantão orientou o registro da ocorrência. No entanto, a autoridade policial entendeu que não havia configuração de flagrante imediato, conforme o Artigo 302 do Código de Processo Penal, devido ao tempo decorrido entre o último fato relatado e a detenção. O homem foi liberado após o registro, mas o caso segue sob investigação.
A criança permaneceu sob observação hospitalar e recebeu o acompanhamento do Conselho Tutelar. Ela foi encaminhada ao Posto Médico-Legal (PML) para exames periciais detalhados e coleta de material genético, que serão fundamentais para a continuidade do inquérito policial.
A Polícia Civil agora trabalha para apurar todos os detalhes do histórico de violência relatado pela vítima.